quinta-feira, 11 de setembro de 2008


Transformar
a Tristeza e a depressão





Extraído
de: Osho, Bem-estar emocional. Pergaminho





Tal como
Osho menciona anteriormente, a nossa tristeza e a depressão
estão em grande medida relacionadas com a raiva suprimida e
serão naturalmente abordadas através de métodos
apresentados





Passe
para o Extremo Oposto





Se tem
sentido raiva, então, para quebrar esse hábito, faça
algo que é exactamente o oposto. Quando quebramos um hábito,
há uma libertação de energia. Se não usar
essa energia, a mente terá de criar novamente esse hábito.
Caso contrário, para onde irá essa energia? Por isso
passe para o extremo oposto.


Se tem
estado triste, Tente ser feliz. É difícil, porque o
caminho antigo era o que exigia menor esforço - era mais fácil
- e, para ser feliz terá que se esforçar. Terá
de combater conscientemente os hábitos mecânicos e
estagnados da mente. Portanto, terá de a condicionar de um
modo de um modo diferente, ou seja, terá de criar este novo
hábito de ser feliz.


A não
ser que este hábito seja criado, o hábito antigo
continuará a existir, porque a energia necessita de ser
escoada de alguma forma. Não pode simplesmente ficar sem um
escape. Acabaria por morrer, por sufocar. Se a sua energia não
se transformar em amor, acabará por se tornar azeda e amarga.
Transformar-se-á em raiva e tristeza. A tristeza não
constitui qualquer problema. A raiva e a infelicidade também
não. O problema é não cair na mesma rotina.


Viva de
uma forma um pouco mais consciente. E quando der por si a insistir no
velho hábito, faça imediatamente o oposto. Não
espere nem mais um segundo. È muito fácil fazê-lo,
assim que lhe apanhar o jeito. Está a preparar-se… Faça
alguma coisa!


Qualquer
coisa serve. Vá dar um longo passeio, comece a dançar.
Deixe que essa dança seja um pouco triste ao princípio.
Porque não Começa a dançar triste e o próprio
movimento distrairá a tristeza. Introduziu na sua tristeza um
elemento novo, algo que nunca existiu nela antes. Nunca tinha dançado
num estado de espírito infeliz e triste: isso vai confundir a
sua mente. A sua mente vai sentir-se perdida - o que deverá
fazer neste caso? - porque a mente só consegue funcionar com
elementos velhos


È
completamente ineficaz no que diz respeito a algo novo…


Todos nós
nos convertemos, a pouco e pouco em especialistas na tristeza, na
infelicidade ou na raiva. Então, passamos a sentir medo de
perder a nossa perícia, de deixarmos de ser tão
eficientes.


Quando se
sentir triste, dance ou meta-se debaixo do chuveiro até ver a
tristeza abandonar o seu corpo à medida que o calor
desaparece. Quando estiver a tomar duche, sinta que a tristeza está
a ser arrastada pela água, tal como o suor e a poeira. E veja
o que acontece.











Rir,
Dançar e Criar uma Ligação com a Terra





Deixe-se
estar sentado em silêncio. Faça despontar um riso em
todo o seu interior, como se todo a seu corpo estivesse a rir
baixinho e depois a dar uma gargalhada. Comece a balouçar,
embalada por esse riso. Deixe que ele se expanda, do ventre para todo
o corpo sentirá as mãos a rir e os pés a rirem
também. Deixe-se envolver por essa loucura. Ria durante 20
minutos. Não há qualquer problema se esse riso se
tornar muito ruidoso.


Quer seja
um riso tranquilo ou um riso espalhafatoso, dedique 20 minutos apenas
a rir. Depois, deite-se no chão ou na terra, de cara voltada
para baixo. Se estiver bom tempo e puder fazê-lo no seu jardim,
em contacto com aterra, tanto melhor. Se puder estar nu, melhor
ainda. Através do seu corpo, deitado sobre a terra, contacte
com ela. Sinta que ela é a mãe e você o filho.


Entregue-se
completamente a esse sentimento.


Vinte
minutos de riso, seguidos de vinte minutos de contacto com a terra.
Respire com ela, sinta-se unido a ela. Viemos da terra e a ela
regressaremos um dia. Após esses 20 minutos de revitalização
- porque a terra dar-lhe-á tanta energia que a sua dança
terá características completamente diferentes - dance
durante 20 minutos. Pode ser qualquer dança, basta ouvir
qualquer música e dançar ao som dela.


Se for
difícil, se estiver frio lá fora ou se não tem
um jardim ou um pátio onde possa fazer isto, faça-o
dentro de casa. Se for possível faça este exercício
ao ar livre. Se estiver frio cubra-se com uma manta. Descubra a
melhor forma de continuar a fazê-lo. Daí a seis ou oito
meses poderá assistir a grandes mudanças que surgir
espontaneamente.



terça-feira, 9 de setembro de 2008

Acontecimentos em relação a saúde

Acontecimentos em relação a saúde

A propósito do câncer



É essencial ter a atitude correcta diante de tudo o que nos acontece. Não há doenças nem situações aleatórias. Ninguém nos impõe castigos. Não existem vítimas. Nós mesmos geramos o que predispõe a manifestação das enfermidades. Devemos conhecer as grandes oportunidades de transformação que nos oferecem. Para a verdadeira cura, é necessário, em princípio, acolher a doença sem ressentimentos.


Factos insólitos podem ocorrer.

Caso interessante é o de um engenheiro especialista em armas e também coleccionador delas. Em certo momento foi acometido por uma leucemia, fatal na época. Em vez de reagir de uma maneira negativa diante do curto prazo de vida que lhe foi estimado, apenas três meses, teve uma atitude inesperada. Reflectiu consigo:”Já que vou morrer, quero doar minha vida para salvar vidas.” Na cidade em que morava, na década de 70, havia muitos atentados terroristas com bombas-relógio em locais públicos. Ele então se ofereceu para desarmá-las. E só após ter desarmado dezenas de bombas é que se deu conta de que o seu tempo de vida previsto havia muito já tinha sido ultrapassado! Ele tinha intuído a solução. Ficou curado e ainda viveu algumas décadas. E, vale dizer, desfez-se da sua colecção de armas.

Neste caso, a doação incondicional da própria vida para salvar a dos demais pôde promover a cura de forma simples e inesperada.

E ainda que as acções positivas posam não ser suficientes para interromper a evolução de uma doença física, nossa postura diante dela deve mudar essencialmente, pois isso é decisivo para o verdadeiro processo de cura interior.

Uma enfermidade qualquer que seja, traz sempre consigo uma transformação a ser feita. Mesmo um simples resfriado tem isso por detrás.


Adaptação de um artigo do Dr. José Maria Campos (Clemente)

Médico clínico, pesquisador, escritor, membro do conselho de Figueira

Publicado na Revista Sinais de Figueira, Janeiro a Abril de 2OO5




domingo, 7 de setembro de 2008

Acontecimentos em relação à saúde

Acontecimentos em relação à saúde


Cathy Goodman, uma história pessoal


“Diagnosticaram-me cancro de mama. Acreditei mesmo, do fundo do meu coração, com a minha fé mais forte, que já estava curada. Cada dia dizia: ”Obrigada pela minha cura”. Continuava assim sem parar: ”Obrigada pela minha cura”. Acreditava no fundo do meu coração, via-me como se o cancro nunca tivesse entrado em meu corpo.


Uma das coisas que fiz para me curar foi ver filmes muito divertidos. Tudo o que fazíamos era rir, rir rir. Não nos podíamos dar ao luxo de ter stress na minha vida, porque sabíamos que o stress era uma das piores coisas que se pode sentir quando se está num processo de cura


Entre o momento do diagnóstico e o momento da cura passaram-se cerca de três meses. E isto sem nenhuma radiação ou quimioterapia.


A maravilhosa e inspiradora história de Cathy Goodman demonstra três poderes magníficos em acção: o poder da gratidão para curar, o poder da fé para receber, e o poder do riso e da alegria para dissolver as doenças dos nossos corpos.


Cathy foi inspirada a incluir o riso como parte da sua cura depois de ouvir a história de Norman Cousins.


Tinham diagnosticado a Norman uma doença incurável. Os médicos disseram-lhe que tinha apenas alguns meses de vida. Norman decidiu curar-se a si próprio. Durante três meses, viu apenas filmes cómicos e riu, riu, riu. A doença deixou o seu corpo nesses três meses, e os médicos consideraram a sua recuperação um milagre.


Ao rir Norman libertou toda a negatividade, e soltou a doença.

O riso é o melhor remédio.


Veja também:      Cathy Goodman Willed Cancer Out Of Her Body Using The Secret.







terça-feira, 22 de julho de 2008

ORAÇÃO

"Divino Criador, pai, mãe filho em um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe
ofendemos, à sua família, parentes e ancestrais em
pensamentos, palavras, actos e acções do início da nossa
criação até o presente,
nós pedimos o seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, libertar,cortar todas as
recordações, bloqueios, energias e vibrações negativas
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
Assim está feito."


Normah Nalamaku Simeona
Criadora do Ho ponopono Identidade Própria

HO OPONOPONO

HO OPONOPONO

DR. LHALEAKALA HEW LEN - Terapeuta

HO' OPONOPONO

"Sinto muito" e "Te amo" - Processo de cura Havaiano: Ho'oponopono significa amar-se a si mesmo

Já ouvimos muitas vezes que criamos nossa realidade, que o mundo é um reflexo de quem somos, que somos todos um, que tudo começa e termina em nós. Acredito que vocês já saibam disto. Mas, outra coisa é verificar se, de fato, compreendemos a essência de todas as afirmações que fazemos. Existe um processo de cura e perdão criado por uma tribo havaiana, a dos Kahunas. O método chama-se: Ho´oponopono. Parece estranho dizer que existe um processo de perdão, mas vejam só: Você julga ou condena alguém por algo que tenha dito ou feito, ou deixado de dizer ou fazer? Você julga ou condena quando sabe que alguém está doente, porque não teve bons hábitos alimentares ou higiênicos ou sexuais? Você julga ou condena quando vê alguém repetir uma situação? Você julga ou condena quando alguém sofre por um mal, que outra pessoa tenha feito? Então, você é humano! E por ser humano, tem consciência de seus pensamentos, portanto, condições de modificá-los, se quiser... Esse processo consiste em curar e perdoar primeiramente você, porque somos espelhos do mundo, o mundo reflete nossos pensamentos e ações, as pessoas refletem nossos pensamentos, ações, emoções e comportamentos. Devemos também sempre nos lembrar que o perdão é um processo, não é um fim em si mesmo. Estamos sempre precisando perdoar algo, seja em nós mesmos, nos outros, nos eventos ou nas instituições. Portanto, tenha em mente que hoje é um bom dia para perdoar. Falando assim, parece estranho, mas se você desejar melhorar a sua vida, você deve cura-se e perdoar-se. Se você deseja curar ou perdoar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você faz curando a si mesmo. É tão simples! Nada está do lado de fora, mas dentro de você, da sua mente. Para todos e para cada um de vocês: Sinto muito, eu te amo!

Não importa que tipo de problema existe,

trabalhe com você mesmo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Algumas impressões sobre a Serra

Algumas impressões sobre a Serra
Imagens e poemas encontradas na Net


Para Isaura em Amizade

Quiaios - 21 de Julho de 2008




Minha Terra é outra, lá longe,
Onde, serra acima, ovelhas e neve
bordam tudo de brancura...
Onde Deus, sem mar, imaginou
Mastros e Caravelas
E onde pedras e estrelas
Dormem à mesma altura.


(Vilela, Nelson, in Sempre em Caminho,1988)







A Barragem de Sta Luzia









POEMA DO MAR E DA SERRA

Ó mar de que não sei nada
Nem vejo que desvendar,
És só a mais larga estrada
Para ir e voltar!

Eu sou lá dos montes
Que medem o céu,
Sou das frias serras onde primeiro o Sol nasceu
E onde os rios ainda são apenas fontes.

Sou de onde as árvores falam
A língua que eu conheço,
Onde de mim sei tudo
E do resto me esqueço.

Lá, tenho olhar de estrelas a luzir
E tenho voz de guardador de rebanhos,
Passos de quem só desce pra subir,
Mãos sem perdas nem ganhos.

Contigo falo, ó mar,
Se a Lua vem do céu passear no mundo,
Tornando-te a planície do luar
Sem ecos nem mistérios de profundo.

Mas só lá sou da terra e a terra é minha,
Só lá eu sou do céu e o céu é para mim,
Ó serra aonde há tal serenidade
Que nada tem começo
Nem fim.

Branquinho da Fonseca


































O agoiro do bufo, nos penhascos,
foi o sinal da Paz.
O silêncio baixou do Céu,
mesclou as cores todas o negrume,
o folhado calou o seu perfume,
a serra adormeceu.
Depois, apenas uma linha escura
e a nódoa branca de uma fonte amiga;
a fazer-me sedento, de a ouvir,
a água, num murmúrio de cantiga,
ajuda a Serra a dormir.
O murmúrio é a alma de um Poeta que se finou
e anda agora à procura, pela Serra,
da verdade dos sonhos que na Terra
nunca alcançou.
E outros murmúrios de água escuto, mais além:
os Poetas embalam sua Mãe,
que um dia os embalou.
Na noite calma,
a poesia da Serra adormecida
vem recolher-se em mim.
E o combate magnífico da Cor,
que eu vi de dia;
e o casamento do cheiro a maresia
com o perfume agreste do alecrim;
e os gritos mudos das rochas sequiosas que o Sol castiga
- passam a dar-se em mim.
E todo eu me alevanto e todo eu ardo.
Chego a julgar a Arrábida por Mãe,
quando não serei mais que seu bastardo.
A minha alma sente-se beijada
pela poalha da hora do Sol-pôr;
sente-se a vida das seivas e a alegria
que faz cantar as ave na quebrada;
e a solidão augusta que me fala
pela mata cerrada,
aonde o ar no peito se me cala,
desceu da Serra e concentrou-se em mim.
E eu pressinto que a Noite, nesse instante,
se vai ajoelhar...


Ai não te cales, água murmurante!
Ai não te cales, voz do Poeta errante!,
- se a Serra pode despertar.

SEBASTIÃO DA GAMA

in Serra-Mãe


Dava longos passeios em pequena, com meu pai. Não pelas serras que o poeta canta, que essas são transmontanas, mas por outras vizinhas que bem podiam ser elas.

Vamos àquele monte, lá longe? Vamos! E lá íamos, caminho acima, e depois era o êxtase, o silêncio, que há coisas que não precisam de se dizer. Aprendi-lhes alguns segredos, à serra, às estrelas, e ao mar que apenas pressentia.

Anos mais tarde continuei a acompanhar meu pai, serra acima, quando a sirene tocava, e quando os fogos começaram a tomar conta destas paragens. Ajudávamos como podíamos: na retaguarda, ramos nas mãos, a fustigar a dor, a confirmar que ali mais nada poderia arder. Éramos muitos desconhecidos, unidos por um só propósito, e muitas vezes tivemos de sair dali a correr. Muitas vezes sentimos o calor assustador do fogo, vimo-lo tomar de assalto a estrada que nos conduzira.

Ficou-me esse desvario quando ouço uma sirene: um apelo forte, um desejo contido de seguir em frente, rumo ao fogo. Contenho-me. Os tempos, agora, são outros. Vejo agora o mar que dantes apenas vislumbrava. E é um mar imenso como só este pode ser, porque só este tem a serra a cair-lhe aos pés.


Sebastião da Gama





Links:






Contribuidores