terça-feira, 22 de julho de 2008

ORAÇÃO

"Divino Criador, pai, mãe filho em um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe
ofendemos, à sua família, parentes e ancestrais em
pensamentos, palavras, actos e acções do início da nossa
criação até o presente,
nós pedimos o seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, libertar,cortar todas as
recordações, bloqueios, energias e vibrações negativas
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
Assim está feito."


Normah Nalamaku Simeona
Criadora do Ho ponopono Identidade Própria

HO OPONOPONO

HO OPONOPONO

DR. LHALEAKALA HEW LEN - Terapeuta

HO' OPONOPONO

"Sinto muito" e "Te amo" - Processo de cura Havaiano: Ho'oponopono significa amar-se a si mesmo

Já ouvimos muitas vezes que criamos nossa realidade, que o mundo é um reflexo de quem somos, que somos todos um, que tudo começa e termina em nós. Acredito que vocês já saibam disto. Mas, outra coisa é verificar se, de fato, compreendemos a essência de todas as afirmações que fazemos. Existe um processo de cura e perdão criado por uma tribo havaiana, a dos Kahunas. O método chama-se: Ho´oponopono. Parece estranho dizer que existe um processo de perdão, mas vejam só: Você julga ou condena alguém por algo que tenha dito ou feito, ou deixado de dizer ou fazer? Você julga ou condena quando sabe que alguém está doente, porque não teve bons hábitos alimentares ou higiênicos ou sexuais? Você julga ou condena quando vê alguém repetir uma situação? Você julga ou condena quando alguém sofre por um mal, que outra pessoa tenha feito? Então, você é humano! E por ser humano, tem consciência de seus pensamentos, portanto, condições de modificá-los, se quiser... Esse processo consiste em curar e perdoar primeiramente você, porque somos espelhos do mundo, o mundo reflete nossos pensamentos e ações, as pessoas refletem nossos pensamentos, ações, emoções e comportamentos. Devemos também sempre nos lembrar que o perdão é um processo, não é um fim em si mesmo. Estamos sempre precisando perdoar algo, seja em nós mesmos, nos outros, nos eventos ou nas instituições. Portanto, tenha em mente que hoje é um bom dia para perdoar. Falando assim, parece estranho, mas se você desejar melhorar a sua vida, você deve cura-se e perdoar-se. Se você deseja curar ou perdoar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você faz curando a si mesmo. É tão simples! Nada está do lado de fora, mas dentro de você, da sua mente. Para todos e para cada um de vocês: Sinto muito, eu te amo!

Não importa que tipo de problema existe,

trabalhe com você mesmo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Algumas impressões sobre a Serra

Algumas impressões sobre a Serra
Imagens e poemas encontradas na Net


Para Isaura em Amizade

Quiaios - 21 de Julho de 2008




Minha Terra é outra, lá longe,
Onde, serra acima, ovelhas e neve
bordam tudo de brancura...
Onde Deus, sem mar, imaginou
Mastros e Caravelas
E onde pedras e estrelas
Dormem à mesma altura.


(Vilela, Nelson, in Sempre em Caminho,1988)







A Barragem de Sta Luzia









POEMA DO MAR E DA SERRA

Ó mar de que não sei nada
Nem vejo que desvendar,
És só a mais larga estrada
Para ir e voltar!

Eu sou lá dos montes
Que medem o céu,
Sou das frias serras onde primeiro o Sol nasceu
E onde os rios ainda são apenas fontes.

Sou de onde as árvores falam
A língua que eu conheço,
Onde de mim sei tudo
E do resto me esqueço.

Lá, tenho olhar de estrelas a luzir
E tenho voz de guardador de rebanhos,
Passos de quem só desce pra subir,
Mãos sem perdas nem ganhos.

Contigo falo, ó mar,
Se a Lua vem do céu passear no mundo,
Tornando-te a planície do luar
Sem ecos nem mistérios de profundo.

Mas só lá sou da terra e a terra é minha,
Só lá eu sou do céu e o céu é para mim,
Ó serra aonde há tal serenidade
Que nada tem começo
Nem fim.

Branquinho da Fonseca


































O agoiro do bufo, nos penhascos,
foi o sinal da Paz.
O silêncio baixou do Céu,
mesclou as cores todas o negrume,
o folhado calou o seu perfume,
a serra adormeceu.
Depois, apenas uma linha escura
e a nódoa branca de uma fonte amiga;
a fazer-me sedento, de a ouvir,
a água, num murmúrio de cantiga,
ajuda a Serra a dormir.
O murmúrio é a alma de um Poeta que se finou
e anda agora à procura, pela Serra,
da verdade dos sonhos que na Terra
nunca alcançou.
E outros murmúrios de água escuto, mais além:
os Poetas embalam sua Mãe,
que um dia os embalou.
Na noite calma,
a poesia da Serra adormecida
vem recolher-se em mim.
E o combate magnífico da Cor,
que eu vi de dia;
e o casamento do cheiro a maresia
com o perfume agreste do alecrim;
e os gritos mudos das rochas sequiosas que o Sol castiga
- passam a dar-se em mim.
E todo eu me alevanto e todo eu ardo.
Chego a julgar a Arrábida por Mãe,
quando não serei mais que seu bastardo.
A minha alma sente-se beijada
pela poalha da hora do Sol-pôr;
sente-se a vida das seivas e a alegria
que faz cantar as ave na quebrada;
e a solidão augusta que me fala
pela mata cerrada,
aonde o ar no peito se me cala,
desceu da Serra e concentrou-se em mim.
E eu pressinto que a Noite, nesse instante,
se vai ajoelhar...


Ai não te cales, água murmurante!
Ai não te cales, voz do Poeta errante!,
- se a Serra pode despertar.

SEBASTIÃO DA GAMA

in Serra-Mãe


Dava longos passeios em pequena, com meu pai. Não pelas serras que o poeta canta, que essas são transmontanas, mas por outras vizinhas que bem podiam ser elas.

Vamos àquele monte, lá longe? Vamos! E lá íamos, caminho acima, e depois era o êxtase, o silêncio, que há coisas que não precisam de se dizer. Aprendi-lhes alguns segredos, à serra, às estrelas, e ao mar que apenas pressentia.

Anos mais tarde continuei a acompanhar meu pai, serra acima, quando a sirene tocava, e quando os fogos começaram a tomar conta destas paragens. Ajudávamos como podíamos: na retaguarda, ramos nas mãos, a fustigar a dor, a confirmar que ali mais nada poderia arder. Éramos muitos desconhecidos, unidos por um só propósito, e muitas vezes tivemos de sair dali a correr. Muitas vezes sentimos o calor assustador do fogo, vimo-lo tomar de assalto a estrada que nos conduzira.

Ficou-me esse desvario quando ouço uma sirene: um apelo forte, um desejo contido de seguir em frente, rumo ao fogo. Contenho-me. Os tempos, agora, são outros. Vejo agora o mar que dantes apenas vislumbrava. E é um mar imenso como só este pode ser, porque só este tem a serra a cair-lhe aos pés.


Sebastião da Gama





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